04 Dezembro 2009

Tanto

a acontecer! Tanto para ver, fazer e deixar que façam!

... chega a ser sufocante.

30 Outubro 2009


uma belíssima surpresa: the do, com o seu maravilhoso a mouthful.

02 Outubro 2009

De Ovar... para Ovar.

Nasci em Ovar. Fui criada numa rua de nome hesitante, que não há muito se tornou na Rua José das Dornas. Frequentei a Escola Primária da Ponte Nova, escola pequena e modesta que se entala nesta rua simples e familiar, onde todas as pessoas se cumprimentam quando se cruzam, perguntam pela família sabendo os nomes de todos e prometem levar lá a casa uns ovos frescos ao fim da tarde. Andei na Escola Preparatória, na altura recém-designada E.B. 2,3 António Dias Simões de Ovar, e andei na Escola Secundária Júlio Dinis até aos meus 18 anos.

E, em todos estes anos, pouco vi mudar em Ovar. A malha urbana ter-se-á estendido por um lado e encolhido por outro, mas o fundamental permanece no deserto do impasse: o Mercado Municipal mantém-se no mais enregelado degredo; o património ambiental foi descurado anos a fio, desperdiçando-se recursos e paisagens; as ofertas culturais resumem-se a uma sala do Centro de Artes - esse edifício que tardou algumas décadas a ser construído e que, quando o foi, desiludiu aquele munícipe mais inocente que imaginava que, no interior de tão soberbo projecto, estaria um palco vasto; a área desportiva enrolou-se e desenrolou-se, mas pouco evoluiu e pouco dignificada foi; o património arquitectónico é um assunto que parece nunca ter sido entendido como responsabilidade camarária (mesmo estando o Atelier do Azulejo na sua dependência); a Estação de Ovar nunca mereceu qualquer tipo de intervenção (salvo pela limpeza dos painéis de azulejos); e tantas, tantas outras coisas...

E isto dói-me. Dói-me porque não apetece voltar, especialmente quando se estuda há anos a fio numa cidade que, embora obviamente não comparável em área urbana e em massa crítica, tem um leque de ofertas a todos os níveis que podem não prender irremediavelmente quem por lá passa para estudar ou trabalhar, mas que certamente seduzirão... e bastante.

Tudo isto para dizer que acreditei quando aceitei. Uni-me para trabalhar desde então, na medida das minhas possibilidades, e vi nascer. Sei quem se envolveu, sei como se envolveram. Conheci as dificuldades e os contratempos que se colocam a todo o instante, e vi como daí decorre um sentido de coesão. Além disso, reconheço competência no David Almeida e acredito na sua visão, no seu rigor e na sua prioridade maior: os munícipes de Ovar.

Acredito, portanto. Daí que... Agora Sim.

www.ovaragorasim.com

06 Agosto 2009

Ai, Portugal, Portugal...

... de que é que tu estás à espera?
Tens um pé numa galera
E outro no fundo do mar
Ai, Portugal, Portugal
Enquanto ficares à espera
Ninguém te pode ajudar...
(Jorge Palma)

Creio que, em Ovar, se pode considerar aberta a época da caça aos indivíduos que primam pela honestidade e rigor. Ou, se preferirem, a época da campanha negra.

E as Autárquicas ainda tão longe...

05 Agosto 2009

Desvario matutino.

Esta propriedade inestimável do ser humano, que é o apaixonar-se, continua a intrigar-me como da primeira vez em que pensei sobre isso. Como é que a selecção natural privilegiou algo que nos derrama na mais profunda inépcia é, para mim, um mistério, e dos que se envolvem na mais densa neblina.
Ou será que a paixão, sendo uma dicotómica extensão e oposição à racionalidade humana, está acima de qualquer processo evolutivo?